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CACAUICULTORES ANUNCIAM PROTESTO EM FRENTE AO PORTO DE ILHÉUS NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA (28)

Manifestação critíca importação de cacau africano, queda nos preços e manutenção de normativa federal sobre controle fitossanitário

Produtores de cacau do sul da Bahia anunciaram a realização de um novo protesto na próxima quarta-feira (28), em frente ao Porto de Ilhéus. A mobilização está marcada para as 7h30 da manhã, com concentração dos cacauicultores nas proximidades do acesso ao porto.

O ato é motivado pela insatisfação dos produtores com a exportação e, principalmente, com os baixos preços pagos pelo cacau. Segundo os organizadores, a queda no valor da arroba tem gerado forte impacto na renda dos agricultores e está diretamente relacionada à entrada de grandes volumes de cacau importado no país.

De acordo com informações dos produtores, a manifestação contará com o apoio da Associação Nacional de Produtores de Cacau.

A insatisfação do setor se intensificou após o desembarque, nesta semana, de um carregamento de 10 mil toneladas de cacau originário da África no Porto de Ilhéus. A carga, destinada à multinacional Cargill, reacendeu o debate entre os produtores rurais, que passaram a discutir, inclusive em grupos de WhatsApp, a realização de protestos como reação à crise enfrentada pelo setor.

Os cacauicultores atribuem a queda drástica no preço da arroba do cacau, que chegou a R$ 240 nesta segunda-feira (26), à entrada do produto estrangeiro no mercado nacional. Para os produtores, a importação em grande escala tem pressionado os preços e comprometido a sustentabilidade da principal atividade econômica da região.

Outro ponto central da mobilização é a Instrução Normativa nº 125/2021, do Ministério da Agricultura (Mapa), editada em 23 de março de 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando a pasta era comandada pela ministra Teresa Cristina. A normativa atualizou as regras fitossanitárias para a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim.

A IN 125/2021 é alvo de críticas por parte dos produtores por flexibilizar o controle fitossanitário, ao revogar a exigência do uso do brometo de metila no tratamento das amêndoas importadas. Segundo os cacauicultores, a medida retirou a obrigatoriedade de tratamentos mais rigorosos contra pragas africanas, o que gera temor quanto à entrada de doenças como Phytophthora megakarya e Striga spp no Brasil.

Os produtores também lamentam o fato de a normativa ainda estar em vigor, destacando que, apesar da mudança de governo, a regra não foi revogada pela atual gestão federal. A permanência da instrução normativa é vista como um fator que amplia a vulnerabilidade fitossanitária e econômica da cadeia produtiva do cacau no país.

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